Dia 02  quarta-feira, 8h48
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net-a-porter

por Luciana Dias

No post anterior falamos sobre a relação da moda com sua comercialização online. Mas é importante entender que e-commerce significa ir além da idéia de uma simples loja virtual. Porque o e-commerce anda junto com a maneira com a qual as pessoas usam a internet, e cada vez mais o usuário faz várias coisas ao mesmo tempo – é um multi-tasker por excelência. E é por isso que cada vez mais é necessário trazer conteúdo, trazer conectividade, trazer personalização para as ferramentas de vendas online.

Vamos citar alguns exemplos bem-sucedidos de e-commerce lá fora e no Brasil, e tentar entender um pouco mais do porquê de cada loja ter dado certo.

. Net-a-Porter – Já citado anteriormente, o Net-a-Porter merece destaque por sua atuação pioneira. A principal mensagem que o site passa é que a fantasia, a excitação e o lúdico presentes na indústria do luxo não perdem suas potencialidades só por se tornarem mais acessíveis.

. Yoox e The Out-Net – Ambos os endereços funcionam como pontas-de-estoque virtuais para marcas de moda de luxo. Os descontos chegam a 70%.

. Ebay – O Ebay é um tradicional site de leilões na internet, com quase 200 milhões de itens à venda diariamente. E sabe qual a maior categoria do Ebay? Sapatos, roupas e acessórios. Atento à demanda crescente, o Ebay acaba de lançar sua revista de moda virtual, a The Inside Source.

Sem título

. Fashionair – O Fashionair merece ser destacado, pois ele é o portal que consegue unir e trabalhar com um número vasto de ferramentas em prol da comercialização de moda. Soojin Lee, sua fundadora, é ex funcionária do já citado Net-a-porter. A idéia do Fashionair é juntar rede social, conteúdo editorial e e-commerce. O usuário pode criar seu próprio perfil, interagir com outros membros, ler matérias sobre tendências e assistir vídeos produzidos exclusivamente para o site, contendo excursões aos guarda-roupas de celebridades, por exemplo.

. Style Hive – O StyleHive é uma rede social voltada para o e-commerce de moda. Qualquer um pode se tornar membro, postar notícias, dicas e matérias, e sugerir produtos que podem ser comprados online. Tem como membros stylists, relações-públicas, profissionais de moda e interessados em geral.

. Modetrotter e Stitsh – Ambos os sites adaptaram os blogs de estilo pessoal e de moda-de-rua, transformando-os em uma grande vitrine de produtos. O Modetrotter trabalha com meninas em vários continentes, que postam seus looks diários e escrevem dicas de moda e estilo no blog do site. Esses looks são compostos de peças que estão à venda no Modetrotter. Já o Stitsh é focado em Londres e NY, onde pessoas são fotografadas na rua, espontaneamente, e descrevem as peças e marcas que compõem seu look. Essas marcas são então linkadas no Sitsh, que direciona o leitor até elas, quando as mesmas possuem lojas online.

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. E-closet – O Net-a-Porter brasileiro. Além de vender peças da estação, o E-closet também tem uma seção de Vintage, onde vende produtos de luxo usados, a preços amigos. É um dos sites que se mostra bastante consciente da importância dos blogs, e já até investiu numa parceria com a blogueira Ale Garattoni, do ItGirls. Para conhecer mais de sua fundadora, Giovanna Lemes Motta, clique aqui.

. Sacks – A loja brasileira focada na venda de cosméticos é parceira de dois blogs de referência quando o assunto é maquiagem: o Sweetest Person e o 2Beauty. Além de ter apoiado o encontrinho de leitoras organizada pelas blogueiras, ofereceu às leitoras de cada site desconto nas compras online feitas pelas usuárias dos blogs.

. Sapato online – A ponta de estoque mais bem sucedida da web brasileira, trabalha vendendo calçados de coleções passadas. O site possibilita com que marcas antes restritas à nichos locais sejam disponibilizadas para todo o Brasil. O Sapato Online também trabalha com parcerias junto de vários blogs de moda brasileiros.

.C&A – A C&A oferece para suas consumidoras pré-vendas de coleções especiais através do site, como a coleção desenvolvida pelo estilista Reinaldo Lourenço. Além disso, recentemente começou a investir em um blog próprio, e em um canal no Youtube.

Nos próximos posts, a gente vai discutir os efeitos do Twitter para o marketing de moda, a importância da internet na divulgação das Semanas de Moda, como a moda pode usar o Facebook, blogs e muito mais! Comentem, participem, que a opinião de nossos leitores é muito importante aqui.

por Luciana Dias

Dia 02  quarta-feira, 7h58
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por Luciana Dias

Para essa série de posts abordando a relação entre a internet e a moda, nada mais natural que começar a discussão pelo ponto mais prático: e-commerce.
O hábito de comprar roupas, maquiagem e sapatos pela internet é uma coisa relativamente nova, e impensável anos atrás. Imaginem a ruptura causada pela possibilidade de se comprar um objeto de vestuário, de uso pessoal… sem ao menos experimentar?

Hoje em dia, é quase antipático que uma marca não disponibilize seus produtos online. O consumidor não pensa “hum, essa marca é mesmo muito exclusiva!”. Ele pensa “ah, essa marca ainda está tentando entender como a web funciona.” Hoje em dia, as pessoas compram todo o tipo de produto e serviço online. Se tem confiança na marca, tem confiança no site.

Frederico Marchetti é empresário, e fundador do Yoox, portal presente em todos os continentes, que funciona como uma grande ponta-de estoque de marcas de luxo. Marchetti contou na última conferência TechLuxury que muitas maisons de moda eram céticas quando a viabilidade da venda de roupas pela internet. Ele contou que a Marni, marca de roupas italiana que começou a disponibilizar seus produtos através do Yoox, hoje em dia conta até com vendedores autorizados no ebay. E sabe qual a maior loja que a Marni tem no mundo, com maior numero de vendas? A loja online.

Outro site referência quando se trata do e-commerce de roupas é o Net-a-Porter. De acordo com sua fundadora, Natalie Massanet, o apelo do site é a conveniência das compras, além da eficiência e a discrição da entrega. Essa discrição é traduzida na própria papelaria e nas embalagens da loja, que entrega seus produtos em elegantes caixas pretas.

De acordo com dados divulgados, o site vendeu 134 milhões de dólares em roupas em 2008. Durante a conferência TechLuxury, Natalie afirmou ainda que 5% das vendas do site são geradas através de mídia espontânea em sites na internet. Ou seja, blogueiros de todo o mundo são responsáveis por 6,7 milhões de dólares em vendas anuais para o Net-a-Porter.

Ainda existem muitas marcas que não vendem seus produtos online. A Maison Chanel é uma delas. A marca comercializa sua linha de cosméticos em seu próprio site. Mas quanto às roupas, sapatos e bolsas icônicas… nada de encontrá-las no site oficial ou em nenhum outro site de vendas. A justificativa dada pela Chanel é que a Internet não possibilita que eles tenham total controle sobre as vendas, e que isso pode destruir a percepção da marca.

O que as marcas precisam compreender é que o mercado já é inteiro conectado. Que nos tempos atuais, a web sabe mais dos produtos de cada empresa do que seus próprios donos. E que esse não é um processo que tem volta.

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por Luciana Dias